
Quanto tempo leva para criar um site profissional
A faixa que a StartGoogle publica na página de criação de sites é de 15 a 45 dias, conforme a complexidade do projeto. Essa variação não é margem de segurança: ela reflete a diferença real entre uma página única de conversão e uma loja virtual com estoque, frete e pagamento.
Entender onde o seu projeto cai nessa faixa evita a frustração mais comum de quem contrata um site: achar que o prazo depende só do desenvolvedor, quando boa parte dele depende do cliente.
O que cada tipo de projeto costuma levar
| Tipo de projeto | Prazo típico | O que pesa no tempo |
|---|---|---|
| Landing page de conversão | 15 a 20 dias | Definição da oferta e das provas |
| Site institucional (5 a 8 páginas) | 20 a 30 dias | Textos, fotos e estrutura de serviços |
| Blog com área de conteúdo | 25 a 35 dias | Categorias, modelo de artigo e migração |
| Loja virtual | 35 a 45 dias | Catálogo, variações, frete e pagamento |
| Portal ou área de membros | 45 dias ou mais | Níveis de acesso e integrações |
As etapas, na ordem em que acontecem
Briefing e arquitetura (2 a 5 dias)
É quando se define o que o site precisa fazer, quais páginas existirão e qual caminho o visitante vai percorrer. Parece a fase mais dispensável e é a que mais economiza tempo depois: mudança de estrutura no fim do projeto custa dias.
Conteúdo (o gargalo)
Textos, fotos, logotipo, lista de serviços, depoimentos. É aqui que o cronograma trava. Se a empresa não tem material, o projeto precisa incluir produção de conteúdo, e isso muda o prazo.
Layout e desenvolvimento (7 a 20 dias)
Montagem das páginas, adaptação para celular, integração de formulários, chat e meios de pagamento quando houver. Em plataformas consolidadas como WordPress e Opencart, boa parte da estrutura já existe, o que encurta bastante essa fase.
Revisão e ajustes (3 a 7 dias)
Cliente navega, testa em celular, aponta correções. Duas rodadas de revisão são normais; cinco indicam que o briefing falhou.
Publicação e indexação (1 a 3 dias)
Domínio apontado, certificado ativo, ferramentas de medição instaladas e as páginas enviadas para indexação. Esse último passo costuma ser esquecido e é o que faz o site existir para o Google.
Quem faz o quê no cronograma
Prazo de projeto é responsabilidade compartilhada, e deixar isso explícito no começo evita a discussão mais chata do fim. Uma divisão que funciona:
| Etapa | Responsável | Prazo típico |
|---|---|---|
| Briefing e definição de páginas | Os dois, em reunião | 2 a 5 dias |
| Textos e fotos | Cliente (ou contratado à parte) | Variável, é o gargalo |
| Layout e desenvolvimento | Fornecedor | 7 a 20 dias |
| Revisão e aprovação | Cliente | 3 a 7 dias |
| Ajustes finais | Fornecedor | 2 a 5 dias |
| Publicação e acessos | Fornecedor, com entrega ao cliente | 1 a 3 dias |
Repare que duas das seis etapas dependem inteiramente do cliente. É por isso que o mesmo fornecedor entrega um projeto em 20 dias e outro em 45, com o mesmo escopo.
Como acompanhar sem atrapalhar
Excesso de acompanhamento atrasa tanto quanto ausência dele. O equilíbrio que funciona é combinar dois pontos de contato fixos: uma validação da estrutura, antes do layout começar, e uma revisão completa, quando as páginas estiverem prontas.
Entre esses dois momentos, evite pedir mudanças pontuais por mensagem. Cada alteração fora de ordem quebra a sequência de trabalho e costuma gerar retrabalho em telas que ainda seriam ajustadas de qualquer forma. Anote tudo e leve junto na revisão.
Na hora de revisar, seja específico: "o botão da página de serviços não aparece no celular" ajuda; "não gostei do visual" gera três rodadas. E centralize o retorno numa pessoa só, mesmo que várias tenham opinado internamente — proposta que chega com comentários contraditórios é a principal fonte de atraso na reta final.

O que atrasa (e é evitável)
- Material incompleto. Comece a reunir fotos e textos antes de contratar.
- Aprovação por comitê. Defina uma pessoa que decide; opinião de cinco pessoas dobra o prazo.
- Mudança de escopo no meio. "Já que estamos fazendo, coloca uma loja também" reinicia etapas.
- Domínio em nome de terceiros. Recuperar acesso a um domínio registrado por um ex-fornecedor leva semanas.
- Integrações de terceiros. Meio de pagamento, ERP e sistema de agendamento dependem de cadastros e aprovações que não estão sob controle de quem desenvolve.
Refazer é diferente de criar do zero
Quando já existe um site, o projeto ganha uma etapa que muita gente ignora no cronograma: decidir o que fica, o que muda de lugar e o que morre. Ela costuma consumir de três a sete dias e evita o erro mais caro dessa situação, que é jogar fora páginas que traziam visita.
O roteiro é curto. Primeiro, liste as páginas atuais que recebem impressão ou clique, usando o relatório de desempenho: são elas que precisam sobreviver, de preferência no mesmo endereço. Depois, marque o que nunca recebeu nada em um ano, que pode ser descartado sem dó. Por fim, defina os endereços do site novo e monte o mapa de redirecionamento do que mudar.
Há ainda um detalhe técnico que decide se a troca será tranquila: manter as mesmas URLs sempre que possível. Layout novo com endereços antigos é a migração mais segura que existe, porque preserva histórico e links externos. Quando a estrutura precisa mudar de verdade, o redirecionamento um a um deixa de ser opcional.
Vale também combinar quem aprova o descarte. Em quase todo projeto de reformulação aparece uma página que ninguém acessa e que alguém da equipe considera indispensável — resolver isso antes economiza uma discussão na semana da virada.
O que não deveria ser cortado para ganhar tempo
Existe pressa saudável e pressa cara. Adiar a revisão em celular, pular a instalação das ferramentas de medição ou publicar sem estrutura de endereços definida economiza dias e custa meses depois. A parte de SEO na origem é o caso clássico: refazer arquitetura de URLs num site publicado vira uma pequena migração, com redirecionamentos e perda temporária de posição.
Depois da entrega, o projeto continua
Site não é obra entregue e encerrada. Ele precisa de manutenção, atualização de plugins, backup e pequenas alterações ao longo do tempo. No modelo da StartGoogle, isso está incluído na hospedagem mensal, com "manutenção de site, atualização de artigos e pequenas alterações de forma vitalícia" — é um detalhe que vale conferir em qualquer proposta, porque manutenção cobrada por hora costuma surpreender no primeiro mês.
O que fazer a partir daqui
Antes de pedir orçamento, monte uma pasta com: logotipo em arquivo vetorial, dez fotos boas, a lista de serviços com descrição, endereço e telefone oficiais, e os textos que você já tem. Essa pasta é o que separa um projeto de 20 dias de um projeto de 45. E defina desde já quem aprova o quê, para o cronograma não morrer na etapa de revisão.
Perguntas frequentes
Qual o prazo médio para um site institucional?
De 20 a 30 dias quando o conteúdo está pronto. A faixa geral de projetos vai de 15 a 45 dias conforme a complexidade.
O que mais atrasa a entrega de um site?
Falta de material do cliente: textos, fotos e definição de serviços. Desenvolvimento costuma ser a parte mais previsível do cronograma.
Dá para fazer um site em uma semana?
Uma página única de conversão, com conteúdo pronto, sim. Site institucional completo ou loja virtual não cabem nesse prazo sem cortar etapas importantes.
O prazo inclui aparecer no Google?
Não. Publicação e envio para indexação acontecem no fim do projeto, mas ranquear depende de tempo, conteúdo e autoridade, e é um trabalho contínuo.
Quem fica com o domínio e o site?
Isso precisa estar claro no contrato. O ideal é o domínio registrado em nome da sua empresa desde o início, com acesso próprio ao painel.
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